Na disputa política entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, o eleitor precisa redobrar os cuidados com as informações que recebe pelas redes sociais e pelos aplicativos de mensagens. Conteúdos que favoreçam qualquer um dos candidatos ou ataquem seus adversários devem passar pelo mesmo critério de checagem: concordar com uma publicação não significa que ela seja verdadeira.
O cuidado começa pela origem da informação. É fundamental priorizar veículos de imprensa com credibilidade construída junto ao público, profissionais identificados e compromisso com a apuração e a correção de erros. Número de seguidores, curtidas e compartilhamentos, sozinho, não garante confiabilidade. Uma reportagem deve apresentar fontes, contexto e elementos que permitam conferir o que está sendo divulgado.
Antes de acreditar ou compartilhar, alguns pontos merecem atenção:
- Confira a fonte: identifique quem publicou e se o conteúdo está realmente no site ou no perfil oficial do veículo citado.
- Leia além do título: chamadas e imagens isoladas podem transmitir uma ideia diferente daquela apresentada na reportagem completa.
- Observe a data e o contexto: notícias antigas e trechos de discursos podem ser apresentados como atuais ou ter seu sentido alterado.
- Procure a gravação original: vídeos cortados, áudios sem origem e imagens manipuladas, inclusive com inteligência artificial, exigem cuidado.
- Compare informações: busque confirmação em outros veículos confiáveis e, quando possível, nos documentos e nas fontes originais.
- Desconfie da pressão para compartilhar: mensagens alarmistas, sem provas e com pedidos de repasse imediato devem acender o alerta.
A página Fato ou Boato também reúne esclarecimentos sobre desinformação relacionada ao processo eleitoral.
A responsabilidade vale para todos, independentemente da preferência política. Uma publicação favorável a Lula ou a Flávio Bolsonaro não comprova, por si só, que tenha sido produzida ou autorizada por suas campanhas. Na dúvida, não compartilhe: o voto consciente depende de informação verificada, e não apenas daquilo que o eleitor gostaria de acreditar.









