O Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) oficiou, na última sexta-feira (9), a direção da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), entidade responsável pela contratação de profissionais no Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana, em Fortaleza, solicitando esclarecimentos sobre falhas recorrentes na escala de médicos neonatologistas da unidade.
De acordo com denúncias recebidas pelo Simec, a escala mensal da neonatologia vem apresentando lacunas frequentes, inclusive com a previsão de plantões noturnos sem a presença de médico da especialidade. Os relatos apontam que essas vagas não estariam sendo disponibilizadas para preenchimento pela SPDM e que não haveria autorização do setor de recursos humanos para novas contratações destinadas à recomposição da escala após determinado período do mês.
Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Edmar Fernandes, os desfalques não decorrem de situações excepcionais. “Os desfalques decorrem de situações previsíveis, como férias e licenças previamente programadas, não estando associados a demandas extraordinárias ou emergenciais. Para nós, a ausência de planejamento e de oferta antecipada dos plantões compromete a organização do serviço, gera insegurança para os médicos quanto à adesão aos plantões e às garantias de pagamento, além de acender um alerta em relação à segurança assistencial dos recém-nascidos atendidos na unidade”, destacou.
Diante do cenário, o Simec solicitou que a SPDM se manifeste oficialmente sobre a existência das lacunas na escala de neonatologia, informe quais medidas estão sendo adotadas ou previstas para garantir a cobertura integral dos plantões e detalhe a política atual da instituição quanto à autorização de contratações e à oferta de vagas para a composição da escala regular.
O Sindicato reforça que acompanha a situação e ressalta que a ausência de médicos neonatologistas em plantões compromete diretamente a qualidade da assistência prestada aos recém-nascidos, além de expor profissionais e pacientes a riscos evitáveis. Até o momento, a SPDM não se pronunciou publicamente sobre o ofício encaminhado pela entidade.









