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Notícias Política

A Caixa de Pandora da política do Ceará foi aberta em Sobral

A semana política no Ceará ganhou contornos épicos após o ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes, conceder uma série de entrevistas na cidade, em tom duro, franco e sem filtros. Ao declarar apoio público ao irmão Ciro Gomes, atacar o senador Camilo Santana, criticar severamente o secretário Chagas Vieira, a quem chamou de “falso” e de “Rasputin”, é relembrar o que considera uma traição do atual governador Elmano de Freitas, Ivo não apenas se posicionou politicamente: ele abriu, deliberadamente, a Caixa de Pandora da política cearense.

Pandora e o Ceará: quando os males são libertados

Na mitologia grega, Pandora recebeu dos deuses uma caixa (ou jarro) que jamais deveria ser aberta. Ao desobedecer, libertou todos os males do mundo: ódio, discórdia, intrigas e desconfiança, restando apenas a esperança. A analogia com o atual momento político do Ceará é inevitável.

As declarações de Ivo Gomes funcionaram como a tampa retirada desse artefato mitológico. Velhas feridas foram expostas, ressentimentos vieram à tona e alianças que pareciam consolidadas passaram a ser questionadas publicamente. A crítica direta a Camilo Santana, apontado como alguém que teria buscado a “destruição política” de Cid Gomes, seu irmão e padrinho político, trouxe de volta um passado recente de rompimentos mal resolvidos dentro do próprio grupo que comanda o Estado por mais de uma década.

Rasputin cearense e os bastidores do poder

Ao comparar Chagas Vieira a Rasputin (o místico russo que atuava nos bastidores da corte dos Romanov, manipulando decisões e influenciando o poder), Ivo Gomes reforça a narrativa de que o Ceará vive hoje um governo conduzido por forças ocultas, mais palacianas do que populares. Na mitologia política criada pelo ex-prefeito, não há deuses benevolentes, mas personagens que operam nas sombras, alimentando intrigas e rompendo pactos.

Essa retórica eleva o debate a um plano simbólico: não se trata apenas de discordâncias administrativas, mas de uma luta moral entre lealdade e traição, entre palavra dada e acordos quebrados.

A punhalada e a guerra de Sobral

Ivo também relembrou o episódio da sucessão municipal em Sobral, quando, segundo ele, foi “apunhalado” por Elmano de Freitas ao se alinhar ao grupo adversário após a derrota de Izolda Cela, candidata apoiada pelos Ferreira Gomes, para Oscar Rodrigues. Aqui, a mitologia grega encontra paralelo nas tragédias de traição entre aliados, como Brutus e César, onde o golpe mais doloroso não vem do inimigo, mas de quem caminhava ao lado.

A esperança que fica no fundo da caixa

Assim como no mito, após todos os males escaparem, restou a esperança. No Ceará, ela pode se manifestar de duas formas: na reorganização das forças políticas, com posições mais claras e menos ambiguidades; ou no risco de um acirramento ainda maior, levando o Estado a um ciclo prolongado de conflitos internos.

Ao abrir a Caixa de Pandora, Ivo Gomes reposiciona o debate político cearense em um patamar simbólico e emocional. O que virá depois: reconciliação, ruptura definitiva ou uma nova configuração de poder, dependerá de como os demais “deuses do Olimpo político” irão reagir aos males agora expostos. O certo é que, após essa semana, nada permanece exatamente como antes.

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