O eleitorado mudou



Os
números das eleições deste ano começam a aparecer e revelar curiosidades,
talvez as únicas interessantes neste pleito que, com certeza, terá três
caminhos: o humor, a baixaria e a chatice. Se pudermos nos ater, no momento, às
curiosidades podemos começar pela comparação com as eleições de 2010, quando
também foram escolhidos presidente, senadores, governadores, deputados federais
e estaduais.
Um
exemplo divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz respeito ao total
de eleitores entre 16 e 17 anos, que teve redução de mais de 30% em relação a
2010. Essa faixa etária é aquela que é proibida de tirar a carteira habilitação
antes dos 18, mas pode votar. Em 2010, eram 2,39 milhões de eleitores entre 16
e 17 anos. Em 2014, são 1,63 milhão. Há 4 anos, chegava a 900 mil o número de
jovens com 16 anos aptos a votar e nesta eleição são 480 mil, ou 47% a menos.
Os jovens de 17 anos somavam 1,49 milhão de eleitores em 2010 e, para a eleição
deste ano são 1,15 milhão, ou 22% a menos.
Em
compensação, o eleitorado acima de 60 anos passou de 20 milhões há 4 anos para
24,2 milhões neste ano, o que representa uma alta de 20%. Então, senhores
candidatos, não esqueçam de agradar a terceira idade; essa, inclusive, muito
mais difícil de ser enganada pela experiência que já viveu com ditadura militar
e eleições desastrosas das quais foram testemunhas.
Nestas
eleições, 142,8 milhões de pessoas estão aptas a votar e qualquer percentual de
“brancos”, “nulos” e “indecisos” que aparecem hoje nas pesquisas confiáveis
podem fazer a diferença e decidir o pleito. Essa quantidade é 5,1% maior do que
o eleitorado da última eleição presidencial. Então, antes de prometer o paraíso
na Terra, é bom que os candidatos apresentem propostas consistentes, pois a
população brasileira “envelheceu” e cansou de palhaçada.
Por Ulisses Lima

 

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