Modelo de Gestão para saneamento Rural é apresentado em Parambu

Os Secretários Municipais,  se reuniram nessa quinta feira, 31 de janeiro, com representares do Sistema Integrado de Saneamento Rural – SISAR, para conhecerem e discutirem o modelo de gestão para abastecimento d água rural, através de adutoras.

A reunião aconteceu no Centro de Referencia de Assistência Social – CRAS do Bairro Vila Nova e contou com presenças dos secretários: Carlos Miguel – agricultura e pecuária; Paulo Siqueira – Meio Ambiente e Recursos Hídricos,  Antão Roques – Infra Estrutura e Neile Torquato –Trabalho e Assistência Social.
Também estiveram presentes, Wandenberg Costa e Ageu Siqueira pela câmara municipal, representantes do escritório local da CAGECE e o gerente estadual de saneamento rural da CAGECE Helder Cortez.
Ao longo do encontro, o gerente estadual de saneamento rural CAGECE, Helder Cortez, fez a apresentação do modelo de gestão SISAR como solução de problemas de gestão de abastecimento d água rural, ou seja, através de sistemas de adutora construídas no interior. Segundo o mesmo, o SISAR é uma organização não governamental, formada pelas associações das comunidades que estão na mesma bacia hidrográfica e surgiu como alternativa de gestão para garantir a continuidade e a qualidade dos sistemas de abastecimento de água. Disse ainda que neste modelo, os governos do estado e do município participam na implantação da infra estrutura, depois passando a administração para as associações comunitárias que fazem a gerencia compartilhada com o SISAR.
Helder Cortez explicou que o modelo SISAR é uma alternativa para acabar com os problemas de má gestão e sucateamento das adutoras, pois, as associações filiadas contam com manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos, treinamento de operadores, confecção e emissão das contas de água, procedimentos de cortes por inadimplência,  fortalecimento e integração das associações, realização de ações de educação sanitária e ambiental, repasse de informações operacionais à CAGECE, além do tratamento e do controle da qualidade da água.
Segundo o mesmo, todos esses serviços são oferecidos pelo SISAR às associações filiadas e o atendimento, em caso de falhas em equipamentos, é em até vinte e quatro horas após a comunicação. Para cobrir os custos do serviço, é gerada uma fatura mensal para cada usuário que paga conforme a quantidade de água consumida. Também nesta mesma fatura há um valor destinado a associação responsável pela gerencia do sistema.
Helder Cortez disse ainda que todas as associações com suas respectivas adutoras que já aderiram ao sistema SISAR têm avaliado a gestão bastante positiva e que os indicadores anuais provam que o modelo de gestão tem sido eficiente.
Após a apresentação, os secretários fizeram questionamentos e tiraram duvidas, ficando como demanda e sugestão para a municipalidade fazer um levantamento dos sistemas de adutoras, avaliar os problemas e os gastos que são feitos para a gerencia das mesmas, para uma posterior indicação ao modelo de gestão SISAR.
Ainda na mesma reunião, foi levantado o questionamento sobre abastecimento de água na sede do município por meio da CAGECE, quando os presentes demonstraram preocupação pela falta das chuvas e redução do volume hídrico do açude Parambu. Sobre o assunto, Helder Cortez disse que é necessário se pensar de forma conjunta, CAGECE, Município e sociedade, para a tomada de medidas emergenciais de racionamento e em caso de ausência de chuvas, até a “reativação dos antigos poços Amazônia 1 e 2 no rio puiu.”

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