Governador despreza situação de vítimas e visita DHPP onde equipe de investigadores deteve suspeito de chacina no Benfica

Um homem suspeito de ter participado da chacina do Benfica foi preso na madrugada de domingo, 11. Ele foi a primeira pessoa detida pelo crime que deixou sete mortos em ataques simultâneos no bairro Benfica.

O suspeito que estava no imóvel tentou fugir, mas foi contido pelos policiais. Ele já responde pelos crimes de roubo e receptação. Agora, foi autuado por homicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, resistência, receptação e nas Lei das Organizações Criminosas.

As investigações sobre o crime estão sendo acompanhadas, inclusive, pelo governador Camilo Santana, que esteve na DHPP, visitando a equipe das investigações, mesmo local onde o preso suspeito de participar dos ataques se encontrava.

Na ocasião, Camilo conversou com as equipes que estão investigando o caso. O secretário de segurança, André Costa, e o comandante da Polícia Militar, coronel Ronaldo Viana, também acompanharam o governador.

VELÓRIO

“Meu filho não era traficante”, diz pai de vítima da chacina do Benfica

“Júnior era um bom filho”, lembra José Gilmar Furtado de Oliveira, pai de uma das vítimas da chacina do Benfica, que deixou sete mortos no bairro, na noite de ontem. Ex-zagueiro dos clubes Fortaleza, Ceará e Ferroviário, o homem pede um minuto antes de retomar a fala. Diz em seguida: “Meu filho não era traficante. Nem tinha nada a ver com torcida organizada”.

“Meu sobrinho era inocente”, enfatiza Gilvana Furtado, tia de Júnior.  “Quero dizer publicamente: ele não era traficante, como esse secretário (André Costa, titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social) anda dizendo por aí. Mataram um rapaz que trabalhava e gostava da vida.” Durante coletiva de imprensa no começo da manhã, o titular da SSPDS afirmara que pelo menos duas das vítimas da chacina na Gentilândia eram traficantes.

REVOLTA COM O GOVERNADOR

Alguns familiares de vítimas estavam indignados com a forma que vem sendo tratado o episódio por setores do governo e imprensa, que estão passando para a sociedade que isso seria um confronto entre torcidas organizadas da capital cearense.

O governador, após perder mais uma vez o controle da situação, a insegurança tomando de conta da capital e parte do interior cearense, alguns que circulavam pelo entorno da praça da Gentilândia na manhã/tarde de domingo, estavam revoltados com a visita do governador ao suspeito de participar da chacina, pois para eles, o governador deveria de ter ido visitar a família das vítimas e os que ainda estão hospitalizados no IJF.

TUF

A TUF – Torcida Uniformizada do Fortaleza, emitiu nota publicada na página do Facebook, que “o fato ocorrido não possui vínculo algum com possível rivalidade entre as torcidas organizadas da Capital”.

Na nota, eles ainda exigiram investigações sobre o caso. “O que ocorreu foi, sim, uma chacina, onde foram vitimadas pessoas que não possuíam envolvimento com o crime organizado”, informa a publicação.

As vítimas mortas na sede da TUF e em ruas de acesso ao local foram Adenilton da Silva Ferreira, 24, Emilson Bandeira de Melo Júnior, 27, Pedro Neto, 22, e Carlos Victor Meneses Barros, 23.

foto: Kleber Goncalves

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