Após conflito entre legislativo e promotor, MPCE cumpre mandados na Câmara de Crateús e mira em vereadores

Operação busca provas de atos de improbidade administrativa. Foram apreendidos notebooks, celulares, tablets, dinheiro e documentação.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou em Crateús, na manhã desta terça-feira (6), a operação Bamburral para cumprir cinco mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal de Crateús, e em escritórios de contabilidade na cidade e em Fortaleza. A operação investiga e busca provas de atos de improbidade administrativa que teriam sido cometidos por vereadores do município.

Foram apreendidos notebooks, celulares, tablets, cheques, dinheiro e documentação, segundo o promotor de Justiça José Arteiro Soares. Os materiais apreendidos foram recolhidos e transportados “para locais seguros”.Segundo José Arteiro, foi necessário um caminhão para transportar o material recolhido na Câmara Municipal.

O MPCE informou que a força-tarefa já está iniciando o trabalho de análise das provas e instrução dos procedimentos.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Cristiano Sanches de Carvalho, da 1ª Vara daquela Comarca.

Promotor de Justiça de Crateús diz: “esses vereadores não representam o povo!”

A sessão da Câmara Municipal de Crateús ocorrida na segunda-feira (07/11) foi mais uma polêmica. O caso é um assunto delicado e é de interesse do Ministério Público, que inclusive entrou com um pedido de Tutela Provisória de Urgência contra o aumento dos subsídios dos políticos de Crateús. O presidente da Câmara realizou procedimentos antecipados para que a sessão ocorresse de maneira ordeira, tais como distribuição limitada de fichas, cerca de 100, para que um número limitado de pessoas pudessem estar dentro do auditório do plenário. Em um momento, iniciou-se um bate boca entre o promotor de justiça, José Arteiro e vereadores. Em um áudio, é possível ouvir vereador “Toré” exclamando: “sai daqui doutor, sai daqui doutor!”.

Em frente ao prédio da câmara, diversos populares assistiam a sessão através de telão, e cobram, aliados ao Ministério Público do Ceará, a redução dos subsídios dos vereadores, e devido a repercussão, jamais esperada pelos vereadores, a essa altura do campeonato já devem ter se arrependido e estão com uma péssima reputação perante a sociedade crateuense, o que é possível afirmar por ouvir os comentários e a reivindicação da população, porém, em entrevista, o presidente da Câmara, vereador João de Deus, afirmou considerar uma sessão tranquila, e ocorreu dentro da normalidade.

Em entrevista, o promotor de Justiça, representando o Ministério Público do Ceará, José Arteiro, diz: “nós não estamos satisfeitos… eles (os vereadores) não estão querendo ouvir a voz do povo. Estão com um sentimento de teimosia e não querem voltar atrás […] Esses vereadores não representam ao povo!”. O promotor cita exemplos de cidades como Iguatu, onde foram aprovados, por pressão da população a redução dos salários.

Ao saírem da Câmara, doutor José Arteiro foi aplaudido, enquanto os vereadores foram vaiados.

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