Entrevista com o pré-candidato a prefeito de Tauá – Dr. Carlos Windson

O quarto filho do casal Luis Cavalcante Mota e Lucena Mota, Dr. Carlos Windson é o nosso 2º entrevistado do município de Tauá, pré-candidato a prefeito pelo PR, partido esse de oposição a atua administração.

De tradicional família do distrito de Marruás, seu pai, ficou bastante conhecido pelos tauaenses pelo seu espírito empreendedor no comércio, sua generosidade e seu jeito simples de ser amigo fiel a seus princípios. Aos 25 anos de idade já era um grande comerciante em Tauá e aos 32 anos, tornou-se vereador, junto com outras grandes lideranças da região, como Pedro Pedrosa de Castro Castelo, Joaquim de Sousa Bastos, José Lins P. Castelo, Antônio Arnou Mota, Francisco Alexandrino Cazé, Antônio Carvalho (Tutu) e Teobaldo Cidrão.

Carlos Windson foi Criado na cidade como todo menino tauaense, sempre quis progredir na vida para atender aos anseios do povo. Tornou-se médico, e sempre no intuito de voltar a Tauá para fazer com que o sonho de desenvolvimento não seja buscado lá fora e sim que sua terra possa gerar condições de seus filhos realizarem os seus sonhos.

Médico formado na Universidade Federal de Pernambuco, com diversas especializações, como traumatologia e ortopedia pela UFC/CE, tem mestrado e fez pós-graduação em medicina do esporte. Médico da força Aérea Brasileira na patente de 1º tenente médico, chefe do setor de ortopedia da Base Aérea, com curso de transporte médico aéreo, aéreo navegante e treinamento militar para resgate em acidentes aéreos, concursado em Tauá na secretária de saúde e presta serviços nos hospitais de Fortaleza, São Carlos, Otoclínica e hospital regional da Unimed.

Com esse breve histórico, damos inicio a serie de perguntas ao jovem medico, Dr. Carlos Windson.

            J.F.S. – Como você, jovem médico com diversas especialidades, bem sucedido profissionalmente veio a se interessar pela política, tornar-se um homem público, entrando na política do município de Tauá e a enfrentar grandes nomes na Política local?

Carlos Windson – A imagem que os brasileiros têm dos políticos não é das melhores, principalmente pelos recorrentes escândalos e o grande número de denúncias diárias reproduzidas pelos meios de comunicação. Por isso, é comum que a maioria da população opte pela apatia e a minoria pela organização com o intuito de tentar mudar o que está errado. Os escândalos políticos não podem produzir uma juventude apática e cética. Os jovens devem perceber que a política pode ser aperfeiçoada pela participação efetiva e que os valores éticos e morais devem ser repassados para todas as gerações. Portanto, é preciso participação constante, mostrar trabalho, mobilizar, pois apenas criticar não basta. O que não podemos é ficar de braços cruzados. Posteriormente, passos maiores podem ser dados, através de atuações partidárias ou em mobilizações mais amplas. Mas, sem esquecer que não existe democracia sem a organização da sociedade e muito menos sem políticos. A política está no sangue, eu sempre estive ligado no meio político. Meu pai foi vereador, o meu avô Apolônio Mota foi candidato a prefeito, o meu irmão Avelange Mota, foi vereador em dois mandatos e sempre estive ao lado da família nessa luta política, e principalmente, desde jovem trabalhei na política de Tauá, principalmente no desenvolvimento da campanha de meu irmão e de outros membros da família, para falar de modo mais recente. Então a política sempre me acompanhou, o fato de alguns realizarem essa pergunta é que dessa vez coloco o meu nome a disposição da população Tauaense, como pré-candidato, em um cargo majoritário. A disputa eleitoral para prefeito joga quer queira ou não uma grande visibilidade e dessa maneira você passa a ser mais identificado. É justamente nesse momento que devemos mostrar o nosso histórico e nossas propostas. Em regimes democráticos o ato político baseia-se no envolvimento que o cidadão possui com o público e todos nós realizamos esse ato. Seja na militância partidária, no ato do seu voto ou na sua profissão. Para muitos o homem público é apenas o ser político partidário. O homem público está para a sua cidade através da sociedade, da comunidade, ou melhor, da coletividade fazendo e sendo parte desta através de ações, atos e transformações, essa sim a mais usual das expressões políticas no momento. É por esse fator que coloco hoje, o meu nome a disposição nesse processo eleitoral vindouro. Percebemos em Tauá hoje um movimento que há muito tempo não se via. O povo vem mostrando desde a última eleição a necessidade de mudança, de transformação, o povo vem fazendo o seu papel, e façamos agora o nosso papel em conjunto. Eu convivi diariamente com a política dentro de casa e acabei sofrendo essas influências.

J.F.S. – Por que optou por um partido, que pela conjuntura da ultima eleição municipal, já contava com um pré-candidato a prefeito para 2012?
Carlos Windson – Essa pergunta é de suma importância. Eu gostaria de deixar claro nessa sua oportunidade que é necessário destinar ao povo o nome que eles querem e não o que um clã deseja e tenta passar para o povo como assim vem sendo feito. O nosso objetivo, e eu digo NOSSO, em nome de todos os partidos que formam  oposição tauaense, como o PR, PV, DEM, PSDB, PPS  e alguns outros que possam vir a se agregar a nossa causa de promover a população tauaense uma melhor situação social. Não podemos receber uma cartilha que dê ênfase a um candidato ao invés de um partido ou uma coligação. É lei no Brasil. O mandato pertence ao partido e não ao político. A ênfase em político forte torna o partido fraco e o político infiel. Não podemos confundir a escolha partidária como uma forma de ideologia da fé. O partido que congrega um grupo proposto a transformações. Por último, reafirmamos os princípios da ética e da moral: a lealdade, a confiança, a honestidade política, a coragem e a independência intelectual de cada um. São inadmissíveis o seguidismo oportunista, o carreirismo, o voto compulsório e a disputa pessoal entre militantes e dirigentes, assim como as decisões de bastidores. Defendemos o debate político intransigente e rigoroso, mas estritamente no campo das idéias, onde a camaradagem pessoal não seja afetada. Ou seja, a disputa política é legítima, desde que honesta e restrita ao campo do programa, dos princípios e do método. O que é inadmissível é a disputa pessoal. Todo político que não souber colocar em primeiro plano os interesses comuns do povo e deixar preponderar os sentimentos mesquinhos de competição pessoal, de vaidade, de inveja, de deslealdade, não é um bom político. Todos os partidos, que hoje fazem oposição a atual administração, possuem excelentes nomes para a sucessão municipal. Estamos participando de disputas internas, nos partidos. O PR, assim como os demais está colocando os nomes dos seus pré-candidatos para a população apreciar e é o povo que escolhe, a opção pelo candidato vai vir do povo e não do partido. A anunciação de um candidato antecipadamente é ato ditatorial. E a oposição tauaense está colocando ao povo a opção de escolher o seu governante e não indicando em aquele que alguém quer que seja votado.

J.F.S. – Sabendo da dificuldade que ira enfrentar, primeira interna, no seu partido, o PR, onde já conta com os pré-candidatos, Dr. Ronaldo César e Ed. Wilson, como você vê sua possível candidatura tomando frente e contando com todo o apoio da oposição tauaense?
Carlos Windson – Primeiro, deixo bem claro que não existe dificuldade interna. O PR, assim como todos os partidos do Brasil passam por processos de escolha de seus candidatos. Somos um partido democrático e abrimos espaço para todos os membros, não colocamos imposição de candidato. Acredito que a maior felicidade hoje que o povo tauaense possui é a de poder escolher nomes. Não somente do PR, como também dos outros partidos que fazem oposição. O PV, PSDB, PR, recentemente o DEM e outros partidos que possam vir a se agregar a oposição irão lançar seus nomes, aquele que a população escolher será agraciado para a disputa. Os partidos de oposição possuem amplo diálogo interno e é dessa maneira que se constrói um projeto sólido e consistente. A oposição é do povo, cabe aos representantes partidários conduzir esse objetivo. A democratização da escolha do candidato tende a fortalecer os grupos que estão à frente desse processo, e acredito em um processo e um projeto de união partidária para Tauá ao contrário do que estamos vendo. 

J.F.S. – Em recente entrevista ao jornal, o ex-vereador e pré-candidato, Josevaldo Alves, citou que “o candidato da oposição deve ter história, serviços prestados ao município e o carisma do povo tauaense”; com essa indagação, o que podemos ter sobre sua vida pública para com o povo tauaense?
Carlos Windson – Como já citei, sou um militante do povo. O meu seio familiar me fez desde cedo ser agraciado com o contato coletivo. Desde menino já andava os distritos tauaenses para participar de festas de batismo de meus diversos afilhados. A escolha da minha profissão facilitou cada fez mais esse contato com o povo. Participei ativamente de movimentos partidários, sem ser filiado a nenhum partido. A prestação de serviço não existe somente quando se é político. O trabalho desenvolvido pelo jornal é um ato formidável de prestar serviço ao leitor que passa a conhecer os fatos e entender o contexto. Então concordo com o ex-vereador Josevaldo dentro do seu contexto político. A minha atuação é mais específica na área da saúde, possuo conhecimento nas diversas áreas administrativas que aprendi durante minha vida militar, mas a saúde é um dos pontos principais para uma sociedade. O desenvolvimento de políticas públicas participativas, descrito na constituição, promovendo o diálogo com a sociedade civil, através de conselhos, fóruns de debates, encontros com as entidades representativas e outras modalidades de questionamentos, são a base de uma administração sólida e progressiva.

J.F.S. – Você até pouco tempo fazia parte do grupo liderado pelo vice-governador e a ex-prefeita Patrícia Aguiar, onde defendia atitudes e ações da atual gestão. O que o motivou a sair do grupo, optando pelo PR e lançando-se pré-candidato a prefeito contra um projeto de gestão que até pouco tempo você fazia parte?
Carlos Windson – O grande motivo de eu ter rompido com a atual gestão foi o fato de não convergir nas idéias e ideais a respeito da política de saúde pública de nosso município. Sempre me preocupei com os problemas sociais, especificamente da saúde e sempre questionei e indaguei os pontos negativos e a necessidade de melhora. Sempre formulo opiniões sobre políticos e partidos buscando sempre examinar os fatos com objetividade. Minha história política sempre foi baseada nesses princípios. Não podemos parar no tempo, com situações e políticas públicas que venham a se chocar com o povo. É necessário o indivíduo e o cidadão ser escutado e não taxado. A minha profissão me faz ter contato direto com o povo. Lembro-me da vontade de um deles em querer se manifestar contra a situação em que a assistência a saúde se colocava e ainda falando baixo para não ser escutado e temendo ser punido por alguém. Ouvir o povo é o melhor dos ensinamentos. Opor-se aos desejos de promover políticas públicas eficientes é a meu ver um ponto que qualquer cidadão possa se indignar. Ver um quadro de abandono social e valorização material é o ponto de partida para qualquer ato de indignação. O Brasil passa por uma mudança econômica onde, em parte, ocorreu uma transformação das políticas públicas, visando o social. Vamos buscar a vitória da democracia da sociedade Tauaense. Dessa maneira, o convite que me foi feito pelo PR, em nome do Dr. Ronaldo César e do ex-prefeito, José da Costa Leitão Lima (Zé Lima) ladeado de amigos, correligionários e principalmente pelo desejo de transformar o quadro que enxerguei no povo e contando com o povo, impulsionou a minha vontade de servir a Tauá.

J.F.S. – O município de Tauá, para o tamanho de outros de mesmo porte, é um dos que mais crescem. Há investimentos públicos e privados no município, com esse crescimento, acaba tendo que haver mais investimentos tanto em saúde, educação, saneamento e no social pelo poder executivo, se eleito for, em sua gestão podemos esperar algo de inovador, o seu diferencial dos demais do que vem sendo feito hoje?
Carlos Windson – Há um bom tempo venho conversando com amigos e correligionários a respeito de projetos que possam melhorar Tauá, que possam realmente fornecer um crescimento e beneficie a todos, nada individual. Foi então dado inicio a criação de um plano de governo. Vou citar respondendo sua pergunta alguns dos projetos. A mudança que proponho, inclui você leitor, inclui você cidadão tauaense. O município de Tauá figura hoje no cenário mundial como um dos municípios de maior problema de desertificação. A ação de degradação do solo gerando a perda de sua produtividade, em um município onde possui parte da base econômica dependendo do agronegócio é muito preocupante, devemos buscar um desenvolvimento econômico sustentável nessa e em outras áreas. O potencial para o desenvolvimento turístico em Tauá é formidável. O turismo cultural deve ser incentivado. Os sítios arqueológicos a diversidade de relevo, a localização geográfica de Tauá nos Inhamuns como pólo cultural e científico é fator atrativo de desenvolvimento econômico que gera emprego, renda e fortalece o sistema educacional. Desejamos uma gestão onde todos possam participar das decisões dos recursos para onde serão destinados e fiscalizar os serviços prestados pela prefeitura. Estamos construindo um grupo de projetos que contemple um sistema de saúde voltado para o povo, humanização nos serviços públicos, a melhoria de segurança no município, a construção de áreas de laser para a população com infra-estrutura e segurança. A cidade deve está preparada, afinal é nela onde as pessoas trabalham, vivem, moram e criam seus filhos. Devemos prestar serviços de qualidade e tratamento humano respeitoso. Estabelecer parcerias com o estado e a união é vital, a menos que existam bloqueios. Serão contemplados em nossos projetos a assistência odontológica, vigilância sanitária, programas de atenção a criança, prevenção de DST´s, propiciar a capacitação de profissionais das diversas áreas, aperfeiçoar a rede de ensino municipal, fortalecer a prática de esportes, criação de Centros Poliesportivos/Culturais para atendimento a crianças e adolescentes com abertura de demandas para atividades esportivas e culturais nas escolas, no contraturno escolar ou finais de semana.  Promover conhecimento científico, artísticos e de valores éticos. Desenvolver ações de apoio ao desenvolvimento do empreendedorismo e de apoio às micro e pequenas empresas inseridas nas cadeias produtivas e nos arranjos produtivos locais. Promover o ingresso de jovens no mercado de trabalho através de contrato de aprendizagem. As empresas com mais de 10 funcionários se cadastrarão na Agência do Trabalhador, as entidades qualificadas se cadastrarão para desenvolver aprendizagem e a Agência do Trabalhador, de posse desses dados, fará o encaminhamento do aprendiz à empresa para contratação. Propomos uma cidade acolhedora e cheia de oportunidades.

J.F.S. – Há sempre uma diferença entre situação e oposição, são pontos divergentes do idealismo do outro, mas mesmo assim, a diferença nem sempre é de comum acordo com todos, isso nos faz perguntar, diga-nos 02 pontos negativos e 02 positivos da atual gestão?
Carlos Windson – O eco da sociedade é o melhor ponto positivo da gestão que se encontra no poder há três mandatos. O clamor por mudança fez com que o processo de oposição tomasse corpo e aos poucos o povo se manifesta mais claramente. Somos apenas os mensageiros desse processo. A mobilização do povo em prol de mudanças a exemplo do processo desencadeado na saúde pública de Tauá é o retrato dessa angustia. A emancipação política do povo é o ponto que mais desejamos nesse ano. Na lei, os cidadãos possuem direitos garantidos, na prática, o povo não pode ser sujeito de ações concretas que não gozam dos seus direitos.


            J.F.S. – Finalizando, você como jovem pré-candidato a prefeito no município de Tauá, sabe das dificuldades a enfrentar e dos desafios internos que tem no caminho. Mas mesmo assim, nesse desafio que você já vem enfrentando, deve de contar com fortes parceiros, amigos, algum forte político no estado ou na região que o faça a procurar e fortalecer essa sua caminhada, eles podem assim dizer e colocar suas metas em atividade e apoiá-lo sua futura candidatura. Mencione-nos alguns?
Carlos Windson – Todo político é representante do povo, então a força da sociedade vai guiar esse caminho. É claro o desejo por mudanças, o apoio político partidário que qualquer um dos pré-candidatos deseja, e me incluo, é o de união de forças. Os partidos que hoje fazem oposição a atual administração como o PV, PR, DEM, PPS, PSDB e qualquer outro partido político que encabece esse processo, possui grandes líderes no município e estado, podemos citar aqui diversos companheiros e amigos que fortalecem esse processo. O candidato de oposição não possui padrinho político, possui apoio do POVO.  Agora, podemos citar esses líderes maiores dos partidos que fazem oposição e que se relacionam muito bem. O PR conta a nível municipal com a forte participação do Dr. Ronaldo César, que disputou a última eleição municipal como oposição, o ex-prefeito de Tauá, Dr. Zé Lima, o prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa, a deputada estadual Fernanda Pessoa, a deputada federal Gorete Pereira, dentre outros. Recentemente o deputado estadual Idemar Citó realizou pronunciamento em rádio, colocando seu nome para a disputa municipal e creio eu que as forças de oposição terão uma união. É nisso que estamos trabalhando. Qualquer que seja o candidato terá esse propósito.

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