Entrevista com a pré-candidata a prefeita de Boa Viagem – Aline Vieira

Com intuito de manter nosso compromisso e transparência com o povo de Boa Viagem, damos inicio a uma série de entrevistas com pré-candidatos a prefeito, para que a população venha a conhecer e debater melhores escolhas para o município.
Nossa obrigação como meio de comunicação é de narrar ou comentar os fatos, jamais de externar suas preferências, com isso iniciamos a 1ª entrevista com a ex-secretária de Agricultura e filha do ex-prefeito e ex-deputado Estadual, José Vieira Filho, o “Mazinho” e da ex-secretária de Estado e ex-deputada Estadual, Maria Dias, Aline Vieira.
Com 31 anos de idade, a jovem Aline Vieira busca sua maior representação junto aos jovens e ao homem do campo, com carisma e experiência vivida dentro de casa, na política local, Aline tem projetos, e muitos depositam esperança em sua capacidade a tocar e desenvolver o município de Boa Viagem.
Aqui fazemos algumas perguntas a Aline Vieira, onde possa nos transmitir o mais claro e direto seus verdadeiros interesses e compromissos para com o povo de Boa Viagem, podendo ela, ser a primeira gestora do município, com uma população de mais de 53 mil habitantes e muitas desigualdades sociais a enfrentar.

Jornal Folha do Sertão Aline, como sendo de tradicional família política da região, onde seu pai, Mazinho, foi prefeito de Boa Viagem por 5 mandatos, que boa parte das obras estruturantes no município fora feito quando ele administrou o município. Sua mãe, Maria Dias, foi deputada Estadual e secretária de Governo, com berço político e crescendo nesse meio, podemos assim dizer, Aline Vieira esta mais preparada a enfrentar as atuais dificuldades e fazer com que Boa Viagem tenha seu merecido desenvolvimento, tanto no social como em sua estrutura e geração de empregos?

Aline Vieira – Gostaria de iniciar essa entrevista agradecendo pelo espaço cedido pela jornal Folha do Sertão, cumprimentando a todos os leitores e leitoras e desejando-lhes um bom fim de ano e muitas realizações.

Bom, respondendo a pergunta, para a além dos meus pais, também meus avós, José Vieira de Lima, Valdemar Dias Cavalcante, meu tio Francisco Vieira Carneiro, meus primos Artur Bruno, Manoel Vieira (o Nezinho), enfim, minha família realmente tem tradição política e isto é fator de muito orgulho para mim. Sem dúvida, as trajetórias de vida desses e outros familiares se confundem com a história da nossa cidade e região.

Tenho muito orgulho em dizer que o açude que abastece o município de Boa Viagem leva o nome de meu pai e que também a rede de energia que abastece a cidade foi trazida por influencia dele. Que o hospital municipal, que leva o nome de minha avó Adília Maria, o parque de exposições e vaquejada, várias escolas na sede e no interior do município, estradas, calçamentos, as primeiras obras de saneamento, o centro comunitário que tem seu nome, foram obras realizadas em gestões de José Vieira Filho. As agencias bancárias que hoje existem em Boa Viagem foram fruto de articulação sua. Quando deputado conseguiu o recurso para a construção do terminal rodoviário e do Paço municipal. Enfim, a estrutura básica da cidade teve sua participação.

Mas isso não que traz essa “preparação” que você coloca na sua pergunta. As origens familiares são balizadoras das ações, mas não obrigatoriamente conduzem a uma boa administração. O desafio da preparação vem da sensibilidade em lidar com o povo e da determinação em enfrentar a luta.

Costuma-se dizer que “Deus não escolhe os preparados, ele prepara os escolhidos”.  E eu me sinto pronta a fazer o meu melhor se essa for a vontade do povo.

J.F.S – Sabemos que a senhorita, como uma jovem e ligada nas qualidades e defeitos do município, podemos assim dizer, quais áreas são essenciais a serem trabalhadas no município, onde possamos esperar para poder se ter uma melhor qualidade no âmbito social, urbano e em geração de emprego e renda no município.

Aline Vieira – Como bem foi colocado ainda no preâmbulo da entrevista, Boa Viagem é um município com sérios problemas a serem enfrentados e grandes desafios para um gestor(a): Boa viagem vem crescendo como todo o país em função dos investimentos federais e manutenção do programa econômico, que tem garantido a estabilidade da moeda. No entanto a velocidade desse desenvolvimento deixa muito a desejar. Ainda temos um desemprego altíssimo, um sistema de saúde ineficiente, estradas precárias, problemas ambientais muito sérios.

A articulação com os governos federal e estadual para trazer cursos de formação para os jovens, treinamentos e o estímulo ao empreendedorismo são fatores que podem ajudar a inserir a juventude no mercado de trabalho, diminuindo o desemprego.

O incentivo a instalação de novas empresas, indústrias e principalmente o apoio à empresa local e a produção agropecuária precisa acontecer. E, nesse ponto, o município pode e deve atuar com mais eficiência. Os arranjos produtivos locais precisam ser mais bem assistidos, seja com programas de transferência de tecnologia ou mesmo nas compras municipais.

É fundamental melhorar o sistema de saúde municipal. Um trabalhador ou trabalhadora não consegue executar suas tarefas se não tiver saúde. E, infelizmente, essa assistência não tem chegado à maioria das localidades de nosso município.

Existe ainda um desafio maior do que o de crescer, que é o de crescer com sustentabilidade. Não faz sentido querer avançar destruindo os recursos naturais dos quais precisaremos mais adiante. O município enfrenta sérios problemas ambientais. O rio Boa Viagem agoniza com a poluição, construções irregulares e a perda de sua mata ciliar. Se não pensarmos nisso imediatamente e começarmos a enfrentar esse grande problema, vamos dentro em breve chorar a morte do nosso rio, que além de sua beleza, já nos trouxe, nos tempos do algodão, tanta riqueza e que pode voltar a trazer.

Outra grande mazela é o lixão, que envergonha a todos e coloca em risco as famílias que vivem naquela área. Hoje existe um grupo de pessoas fazendo o trabalho de catação de material reciclável. Porém eles o fazem sem as condições sanitárias e estruturais básicas. Não têm equipamento para transporte e prensagem do material.

Com um trabalho sério nessa área podemos diminuir drasticamente o volume de lixo produzido, gerar renda para os catadores-recicladores(as) e vir a funcionar o aterro sanitário que até hoje vive fechado.

J.F.S – Nas eleições de 2004, onde seu pai saiu vitorioso, pela coligação onde contava com o apoio do ex-prefeito Argeu Vieira, onde muitos falam que foi o contra peso naquela eleição, e acabou lançando-se candidato a prefeito em 2008, por divergências entre o grupo assim chamado de 22, disputando contra o próprio Mazinho e Fernando Assef, não obtendo êxito, ficando em 3º. Com Argeu fora do poder local e como o próprio já falou, não será candidato nas próximas eleições, vem-nos a seguinte expectativa; o que podemos esperar de hoje em diante, Argeu e a família 22 (se esse ainda o chamam de “22” ou há outro nome), hoje liderado por você, podem fazer novamente uma forte coligação, sem chance ou há conversas?

Aline Vieira – Não existe candidatura forte sem união de grupos. Política não se faz sozinho. Infelizmente nas eleições de 2008 não foi possível um entendimento com o grupo do PMDB, então liderado pelo ex-prefeito Argeu Vieira, que tinha intenções de lançar candidatura própria, como de fato o fez.

Da nossa parte certamente estamos e estaremos abertos ao entendimento, acreditamos na construção coletiva e apostamos no diálogo baseado em propostas sérias para o desenvolvimento do município.

J.F.S – Afora isso, recentemente, em entrevista a uma radio local, Argeu Vieira diz a seguinte frase,… “no meio da política local e estadual, estamos em roda grande, e roda grande não entra em roda pequena,… Contamos com o governo estadual e federal, do apoio do vice-governador e o deputado federal mais bem votado do estado, então, roda pequena é que deve de entrar em roda grande, e não o contrario…”. O que nos faz questionar, que você, por fazer parte de um partido, PR – Partido da República, de oposição ao atual governo Cid Gomes, prejudicado nacionalmente pelo escândalo no ministério dos Transportes pelo até pouco tempo, ministro Alfredo Nascimento, este derrubado praticamente depois do bate boca com o governador Cid Gomes, podemos assim dizer, uma nova gestão, no município de Boa Viagem, sem contar com apoio dos Governos Federal e Estadual, é um maior desafio ou isso não existe?

Aline Vieira – Um partido que tem o número de deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores como o que tem o PR e que participa do governo do PT desde a primeira eleição do presidente Lula não pode ser considerado de menor importância.

Para além disto, eu discordo da sua colocação de que o PR está desgastado com a saída de Alfredo Nascimento. De fato a sua saída do Ministério dos Transportes foi um episódio dos mais desagradáveis, mas o partido continua base de apoio da presidenta Dilma. Infelizmente esse governo vem sendo marcado por episódios como este. Já se vão seis ministros que deixam o governo Dilma com suspeita de corrupção, inclusive do PT e do PMDB, como foram os casos do Palocci e do ministro da agricultura, isso não significa que o partido não tenha qualificação para assumir a pasta, mas que aquela pessoa não tem. Houve denúncias até mesmo do ex-ministro Ciro Gomes, quando era responsável pela pasta da Integração ainda no governo Lula.

Voltando para o município de Boa Viagem, é importante termos a compreensão de que quem define a eleição é o povo e não os partidos. Quem elege é o povo! E só ele tem o direito de colocar e tirar quem quer que seja de algum cargo eleitoral.  Acredito no voto livre e secreto. 

J.F.S – Voltando ao assunto da entrevista de Argeu Vieira, o que deu a entender foi de que PR, PT, PSDB e o novo PSD, são partidos, que a seu ver, são pequenos e de menor representatividade, tanto no âmbito nacional como estadual, assim pergunto, o que esperar depois de termos assim colocados pelo ex-prefeito?

Aline Vieira – Acho que esta pergunta deveria ser direcionada ao próprio e não a mim, mas mesmo assim vou tentar respondê-la.

Entendo o Ex-prefeito Argeu Vieira como uma pessoa inteligente e alguém que realmente ama seu município e, portanto tenho a convicção de que ele irá direcionar suas forças para um projeto de desenvolvimento real.

J.F.S – Com essas conclusões, afirmações de grupos, lados e partidos, podemos esperar, de que nas próximas eleições, corre o risco de haver 3 (três) candidatos ou mais a prefeito do município, ou PR, PT, DEM e PMDB podem subir no mesmo palanque, assim quem fica com o PSDB, até certo tempo, partido do prefeito Fernando Assef, esse no PSD?

Aline Vieira – O risco de acontecerem três ou até mais candidaturas existe, mas eu não apostaria nisso. Vejo que os partidos de oposição estão bem mais maduros. A derrota de 2008 mostrou aos grupos políticos que não há outro caminho se não o da união.

E o PSDB hoje é presidido pelo ex-vereador Jessé Filho, que não demonstra qualquer inclinação para apoiar o atual prefeito, que deixou a sigla por vontade própria e após alguns incidentes de infidelidade partidária.   

J.F.S – Sabemos que o mandato de prefeito é de 4 (quatro) anos, geralmente tentam se reeleger por mais 4, assim a legislação permite. Quando uma gestão passa por 4 anos, como foi a de seu pai, Mazinho, considerado por muitos transparente e zelosa com o patrimônio público, mesmo assim, tentou sua reeleição e não obteve êxito, sendo derrotado por mais de 3.500 votos de diferença pelo atual prefeito, Fernando Assef. Muitos até hoje falam que foi devido a vários fatores, assim pergunto sobre uns; a doença pela qual José Vieira Filho, Mazinho, passou parte de sua gestão e em campanha lutando, o prejudicou e sua aliança com o PT, tendo na chapa como vice-prefeito, Marcio Ary, para muitos, nome bastante ligado ao advogado e secretário de Meio Ambiente de Fortaleza, Deodato Ramalho, onde alguns o consideram radical demais, veio a prejudicá-lo ou não?

Aline Vieira – Foram vários os motivos do insucesso eleitoral de 2008. Dentre eles, sem dúvida a saúde do Mazinho, que como você citou, encontrava-se bastante fragilizada e se agravou profundamente durante a campanha. Houve momentos em que ele inclusive precisou se ausentar para tratamento. E os adversários usaram isso de maneira muito sórdida. Espalhavam boatos semanalmente de que ele havia morrido ou que se encontrava em estado terminal ou coisas do gênero.

Lutávamos contra dois adversários fortes, o Sr. Fernado Assef e o então Secretário de Justiça Marcos Cals, que teve papel decisivo, estando presente na base da campanha, como grande liderança que sempre foi, e continua sendo em Boa Viagem, haja visto seu resultado eleitoral no ano de 2010, quando foi o candidato a governador mais votado no município.

E, para completar tínhamos o desfalque de não contar com aliados de longas datas que enveredaram pela candidatura do PMDB. Isso nos dividiu na base. Se compararmos o resultado de urnas como as da região do Ipiranga nos anos de 2004 e 2008 podemos observar claramente essa divisão.

Quanto à participação do partido dos trabalhadores, eu avalio com tendo sido positiva. O ex-vereador Marcio Ary é uma pessoa bastante dinâmica, o Dr. Amâncio foi um grande colaborador e tantos outros companheiros e companheiras que tivemos o prazer de partilhar a luta naquele momento. Sobre o Dr. Deodato Ramalho, o mesmo estava disputando eleições em Fortaleza, mas colaborou antes do processo eleitoral com espaço na rádio para defendermos também o nosso ponto de vista, uma vez que na outra emissora, não tínhamos qualquer abertura.

J.F.S – A ex-deputada Maria Dias, sua mãe, para todo cidadão, consciente e sem paixão sabe bem a definir, pelo pouco que conheço, sua pessoa em época como gestora pelo município, em algumas secretarias, foi de uma boa e eficaz administração. Qualidades e defeitos todos nós temos, mas para muitos, por ela ser bastante exigente na qualidade e no trabalho, acaba se passando por maléfica, no linguajar popular, “Peça ruim”, e como de costume popular, sempre temos de colocar a culpa pela derrota em alguém ou algum trabalho mal feito. Assim podemos indagar que ela prejudicou por essa sua imagem, na campanha de reeleição do Mazinho e pode vir a prejudicar a sua, ou podemos dizer o contrario, por sua experiência na política e em gestão pública, é de uma grande valia?

Aline Vieira – A professora Maria Dias, a qual eu não preciso citar o currículo porque você já o fez, mesmo que brevemente, é uma pessoa de grande capacidade política e administrativa, e também bastante bem vista não só pela comunidade educacional, como no meio político.

Não preciso dizer que ela é uma mulher de personalidade forte, como também é a presidente Dilma e tantas outras lideranças femininas ou masculinas. Acredito que essa tese de ¨Peça ruim¨ que você coloca é defendida por pessoas que temem o seu potencial, e tentam denegrir a sua imagem com o claro intuito de afastá-la dos movimentos políticos. E a estes eu aviso que isso não acontecerá!

J.F.S – Sabe-se que de um prefeito para outro, sempre há mudanças, algumas até bastante radicais. O que seria de bom, proveitoso e de qualidade para o município, e que com uma nova gestão, essa deveria, de como dever e obrigação com o patrimônio público, dar continuidade a tais projetos elaborados, esses se eficazes na gestão anterior e você, como membro de boa parte da gestão entre 2004 e 2008, podemos dizer que houve projetos, convênios com entidades sociais ou obras que a atual gestão não deu continuidade?

Aline Vieira – Infelizmente essa é uma prática muito comum no Brasil. Havia projetos exitosos que foram ceifados, como o caso da Feira livre popular, dos convênios com associações, do trabalho das coordenadoras pedagógicas, que tiveram que entrar na justiça para garantir o pleno exercício de sua atividade, para a qual foram concursadas

Os mini hospitais, que hoje se enquadrariam muito bem no programa federal UPA – Unidade de Pronto Atendimento, e que poderiam realmente estar oferecendo algum conforto às comunidades mais distantes da sede que hoje ficam desassistidas. Enfim, houve uma sucessão de desmantelos em programas estratégicos que conduziram ao caos que é esta administração atual.

J.F.S – Com o passar do tempo, trabalhando em Tauá e logo depois em Pedra Branca, na ADAGRI, você estava ausente da opinião pública, principalmente no que refere-se a criticar a atual gestão, que para muitos, para candidata de oposição, não se pode dar tal distanciamento, mas podemos assim dizer que Aline pode estar chegando mais forte do que muitos pensam, em se contando de apoio, deputados e/ou futuros e atuais vereadores, quem podemos dizer, fazer parte desse seu grupo?

Aline Vieira – Desenvolver a minha profissão é uma questão, não só de sobrevivência, mas de autonomia. Assim como qualquer cidadã de classe média, eu preciso trabalhar para pagar minhas contas ao final do mês. Então o fato de precisar me ausentar do município durante a semana é algo premente, mas procuro sempre compensar isso nos meus momentos livres, quando procuro estar presente aos eventos importantes do município, visitar as diferentes localidades, buscando pontos de articulação para nossa campanha e, principalmente, mantendo vivos os nossos ideais partidários através de nossas reuniões de formação de militância todos os dias 22.

Os espaços da mídia, como esta entrevista também são prioridade para nós uma vez que são de grande valia na difusão de nossas  idéias.

Ao passo que buscamos essa articulação na base da população, procuramos também o apoio de das lideranças do partido, dos deputados que ajudamos a eleger e temos mantido boa conversação com alguns outros grupos políticos articulados no município. Acredito que esse grupo vem crescendo significativamente e que nos preparamos para combater o bom combate.

J.F.S – Hoje estamos em um mundo mais moderno, civilizado e que contamos com uma maior representação e cobrança popular nos debates que envolvam nossos direitos. Vivemos em uma democracia, onde votamos naqueles que gostaríamos e esperamos fazerem verdadeiras mudanças para um avanço social, urbano e geração de emprego e renda. Para muitos, essas áreas são essências, e de que nem toda gestão tem cumprido seu dever, mesmo pela dificuldade apresentada, e assim, a senhorita sendo considerada como oposição a atual gestão, diga-nos 2 fatores positivos e 2 negativos da atual gestão?

Aline Vieira – Dos pontos positivos, posso ressaltar o investimento em lazer e propaganda. O povo sente a necessidade e tem o direito de ter eventos culturais de grande porte e neste ponto a administração atual não tem economizado. São várias festas, animadas por bandas de padrão nacional. A propaganda também é importante, uma vez que faz parte dos preceitos da boa administração o princípio da publicidade.

No entanto toda essa publicidade não dá ao cidadão um panorama real das contas públicas, falta transparência nos gastos e participação popular na definição do orçamento municipal.

O prefeito vive ausente do município e a saúde pública encontra-se em estado caótico.

J.F.S – Vou tratá-la como prefeita nessa pergunta. A senhorita como gestora municipal, poderia vir a contar com o apoio ou não da maioria na Câmara Municipal, onde em 2013, já contaria com 15 vereadores. Essa indagação dificultaria ou haveria um consenso entre o executivo e o legislativo, para que ambos trabalhassem em prol do município, independentemente de ser uma maioria oposição ou não, e no caso de a seu gosto, concordaria em termos uma renovação na casa legislativa, onde quase todos os atuais são vereadores a bastante tempo?

Aline Vieira – Acredito numa renovação parcial da câmara, até mesmo porque vamos sair de 10 para 15 vereadores, não podemos saber quem serão as pessoas a ocupar essas vagas, mas podemos adiantar que a câmara municipal de Boa Viagem não tem tradição de fazer oposição descabida aos gestores do executivo, pelo contrário, tenho observado nos últimos anos uma abertura muito boa entre executivo e legislativo.

J.F.S – Em nossa última pergunta, temos o seguinte, a senhorita, caso eleita prefeita de Boa Viagem, a população boaviagense pode contar com uma Aline de que forma e o que implantar e exigir dos governantes para nossa Boa Viagem?

Aline Vieira – Pode-se esperar uma Prefeita presente ao município, que prioriza a participação popular na elaboração e execução do orçamento e que presta contas dos gastos públicos.

Que enxerga a sede e o interior como iguais e por tanto com o mesmo nível de importância e que vai procurar fortalecer a articulação social para uma maior representação dos distritos, seja através da participação das Associações, dos Sindicatos, enfim, da sociedade civil organizada.

Uma prefeita que entende que desenvolvimento significa oportunidades e geração de trabalho e renda para todos(as) e que sabe que precisa-se fortalecer a economia do município para que isto aconteça.

Alguém que entende que não existe qualidade de vida se não houver bons serviços públicos de saúde e educação, bem como servidores públicos respeitados.
E por fim, alguém que certamente cometerá erros, mas saberá ouvir as críticas e tentará se corrigir.

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